sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A Roupa que Fala


Não sei se por estilo, vaidade ou preguiça de pentear os cabelos (muito provavelmente esse último), os chapéus são presença constante no meu guarda-roupa. Bonés, boinas, panamás, gorros, fedoras, estão todos lá, reinando na parede cheia de ganchos ao lado da cama. Quem me conhece já sabe o presente certo: mesmo que não sirva já serviu. E é por isso que logo depois que decidi me casar (em maio do ano passado), lasquei logo de cara: "vou casar de chapéu".

Decidir foi fácil, o problema foi resolver. Explico: quem casou de branco fui eu. Com detalhes cor-de-berinjela na roupa. E chapéu branco pra usar com terno não é coisa simples de achar, quem conhece sabe.

A solução, já na última semana antes da cerimônia, foi trocar a faixa de um chapéu panamá (daqueles simples, de palha dura) por uma "customizada" cor-de-berinjela. E não é que ficou ótimo? A faixa anterior está em alguma gaveta da casa, condenada ao esquecimento; a hipster-berinjelada reina na cabeça do dono pelo menos uma vez por semana.


Esse texto foi feito especialmente para um projeto muito legal chamado "A Roupa que Fala", da Mariane Collovini. Dá uma olhada na página e curte pra acompanhar as próximas histórias.

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