sexta-feira, 5 de junho de 2015

Biafra

Biafra é meu primeiro projeto solo em direção: um espetáculo teatral que discute o transtorno alimentar, suas origens e sua complexa trama emocional.

O desdobramento da doença acontece na protagonista, uma moça inteligente, afetivamente rígida e sua evolução psicótica durante uma gravidez inesperada.

Biafra é o relato da evolução do quadro psiquiátrico que mais mata no mundo através do ponto de vista da doente. Ela expõe de forma corajosa os sentimentos mais secretos de controle e autoritarismo, de glória e terror que a anorexia proporciona.

Discutir o transtorno alimentar dentro da ficção é muito importante. Alcança para apopulação o conhecimento técnico e tem potencial esclarecedor sobre o quadro e sua evolução mórbida. É um tema interessante para ser abordado de forma ilustrativa nas escolas.

Modelos e artistas como Karen Carpenter, Ana Carolina Reston, Carla Sobrado Cassali, Pollack "Polly" Ann Williams e, recentemente, Isabele Caro são algumas entre conhecidas mortes assumidamente causadas pelo transtorno. Quando não morrem de inanição, falecem por causas consequentes à restrição nutricional extrema. As famosas misturam-se a uma infinidade de anônimos e discretos desaparecimentos disfarçados pela família que se sente culpada e que não sabe como ajudar suas filhas.

Obras ficcionais que abordam o tema são poucas perto da vastidão do tema. Alguns diários são publicados, poucos documentários. Nenhuma obra aborda a gestação ocorrendo dentro de um quadro grave de transtorno alimentar.

A Pregorexia ainda se trata de um diagnóstico pouco percebido na medicina.

Direção: Cristiano Godinho
Roteiro: Cínthya Verri
Elenco: Gisela Sparremberger
Cenografia: Carolina Falcão e Pablo Herzog
Luz: Marga Ferreira
Trilha Sonora Original: Fernando Matos e Cínthya Verri
Figurinos: Thais Partichelli Biazus
Preparação Corporal: Thais Petzhold
Maquiagem: Luana Zinn
Produção: Cristiano Godinho e Cínthya Verri



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